III
Acordo, amor, sem urgência para que a noite caia novamente.
E o dia começa a doer enquanto aguardo impotente que passes desprendido e dos teus lábios a voz se forme som disparado de encontro a mim, amor.
Aí, amor, um novo acordar eclode iluminando o obscuro receio de já não me reconheceres ou de que me comeces a amar, também, obscuramente, desastrado e débil, amor, face aos momentos sem distância separando-nos.
E delicadamente revisitados (amor), esses momentos, seriam adormecidos sem urgência de acordar dolentemente para um novo dia em que aguardarias que passasse e a minha voz formasse nos meus lábios um som disparado de encontro a ti amor, iluminando-te, sem precipitação e sem receio.
1.7.08
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